Poesia Acústica #6: Era uma Vez by Pineapple StormTV Lyrics Meaning – Unraveling the Threads of Urban Poetry


Article Contents:
  1. Music Video
  2. Lyrics
  3. Song Meaning

Lyrics

Oh, fé, hmm
Ai ai ai ahh (Poesia)
Passa nada e nem pode (nunca)
Cabelinho ‘tá aí
Malak, Slim, Paulinho

Era uma vez curtindo o final de semana
Brotei com ela lá no baile da Colômbia
Nós dois ficou na onda, rebola, tua malandra
Tocou 150, o teu bumbum balança
Fico tranquilo quando eu ‘to do lado dela
Faz mó questão de vir da pista pra favela
Ficou encantada com a vista da minha janela
E trocou o petit gâteau pelo meu pão com mortadela
Ela é mó gata
E tem uma cara que não vale nada
Tirou a roupa e ela pelada
Me encanta, me olha, me chama, me beija, me arranha
É tão gostoso esse momento que nós tem na cama
Fé!
No outro dia ela me disse assim
“‘To com saudade, volta, Cabelin!”
E ela sabe que eu gosto
Por isso que eu volto
Com ela, me solto
Liga pedindo um colo
Eu vou fazer de tudo pra você ficar
Mas é que eu vivo no meu mundo e ‘to sempre perdido
E se um dia a correria não colaborar
Prometo que arrumo um tempo pra ficar contigo

Ô garota, sei que você gosta muito desse clima
Sei que você quer um pouco da minha brisa
Só peço que me entenda, essa é a minha louca vida

Vivendo longe de qualquer vestígio de negatividade
Eu quero o corpo nu daquela divindade
Hmm, até os deuses te aplaudem
Tudo começou depois que eu levantei
O seu vestido no paredão do baile
A bunda dela, verdadeira obra de arte (ah ah)
Ela me olhava com esse sorriso covarde (ah)
Joia mais exótica em qualquer detalhe (oh fé)
Nossa raiz é o trap life, baby, ‘cê já sabe
Trip me deixou mais rico, Poesia nem me fale (Poesia)
Isso é só um detalhe, a vitrine é toda sua
Ela sabe que a simplicidade é o topo da luxúria

Não preciso dizer que eu sou o melhor do jogo vivo (oh, oh, oh, oh, oh)
Prefiro te ouvir dizendo bem baixinho nos meus ouvidos (oh, oh, oh, oh, oh)
Som baixo, volume cinco, vontade, calor, libido
Verdade, isso é proibido e na vibe gostamos disso
Alucinada como se vivesse um faz de conta
Como se nada fosse capaz de cortar sua onda
Ela é experiente, permanece em presença leve
Estranho é que eu nunca me incomodo, ela é como uma sonda
Esconde a grana enquanto os cana tão fazendo a ronda
Esconde o seu lado bom que os falso tão fazendo a ronda
Ela é experiente, sentando me deixa mais leve
Estranho é que eu nunca me incomodei

Por isso eu quero te ver quando acordar
Sentir todo dia o seu sabor
Assim como eu vejo o céu
Assim como eu vejo o sol
‘Cê vê como o tempo voa

Eu quero te ver quando acordar
Sentir todo dia o seu sabor
Assim como eu vejo o céu
Assim como eu vejo o sol
‘Cê vê como o tempo voa
Poesia

Meu sonho vai virar novela, vai ser de verdade
Numa história d’eu e ela cantando em bares
Bebendo em bares e que se dane o mundo
Guerreiro não amarela, é nóis e ‘cê já sabe
Eu faço isso pra nós viajar pra Califórnia
Colher do pé as frutas, viver do agora
A culpa é sua, ‘cê me vicia no seu cheiro
A culpa é sua, eu nunca pensar em ir embora
Já disse que eu não tenho preço, eu só tenho pressa
O que se leva dessa vida? É vida que se leva
Agora todo mundo odeia acústico
Mas acredito que, no fundo, eu ando fazendo a coisa certa
Eu faço isso pra nóis viajar pra Europa
Viver do bem bom, só vem, se joga
A culpa é sua eu me viciar no seu jeito
É que por dentro eu sempre choro quando você chora
E nessa noite olha pro céu
O seu perfume tem sabor de mel
Não te trouxe flores, mas te trouxe dores
Eu te trouxe o Sol
Eu falei de cores, eu falei de amores
Baby, sem você, tudo tão sem sal

Meu mundo parou quando eu te vi no baile
Acho que esse teu jeito combinou com a minha vibe
Doce e delicada, mas cheia de maldade
Longe da realidade, ela é minha flor de mate
Esperei pelo momento certo só pra te impressionar
Tu cheia de marra, tentando me ignorar
Mas seu olhar já dizia tudo
Roubei teu coração, te trouxe pro meu mundo
Ela mora na Zona Sul e quer vir pra favela
Pior que hoje eu ‘to sem grana pra sair com ela
Então bota o som no radin’, joga a fumaça pro ar
Só preciso de nós, um beck e umas cerva
Pegando um sol na minha laje, ela me hipnotiza
No alto do morrão nós ‘tá curtindo a brisa
Eu quero o que é melhor pra nós, eu vou ficar rico
Pra te colocar num Porsche, eu ‘to na correria
De rolé na Califa, pagando tudo à vista
Portando Versace, brinco e colar de cristal
Acordar do seu lado pro resto da vida
Vem, ne ga, tamo junto sempre, até o final

Vou descer, vou dançar
Me esquecer
Do meu próprio valor
Não me importo com a dor
De viver sem você
Sem você, sem amor
Eu com toda essa estrada que não tem saída
Lembrando da história que fala de nós
Contigo eu ‘to tentando arrumar minha vida
Bagunçando ela embaixo dos lençóis
Eu sei que a gente não se dá tão bem (tão bem)
Mas se eu te ligar, sei que tu vem (tu vem)
E se quiser ficar com outro alguém
Por mim ‘tá tudo bem

Segue o baile, vai
Segue o baile, vai
Não somos obrigados a voltar atrás
Segue o baile, vai
Segue o baile, vai

Eu não vou te esquecer
Mas não trago comigo (comigo)
Vai dar merda de novo
Vamo’ correr perigo (perigo)
Escondido é gostoso (yeah yeah)
Mas somos só amigos
E quando amanhecer
Baby, eu não, eu não vou ‘tá contigo

Ela tem namorada e queria ménage
Não era amor, era libertinagem
Deus perdoe se esse quarto falasse
A noite toda elas tão dançando “Vai Malandra”
Não quero que acabe
Prazer da carne enveredou pela garagem
Elas não vão parar nem se a mãe ligasse
Cumpadi, eu ‘to fumando o beck devagar
Mas fodendo no hard

Meu sonho é de verdade, nego, não é viagem
Otário detesta, Ret não presta
Vou promover mais festa só de sacanagem
‘Cê ‘tá ligado que o presente é nossa melhor fase
Que viver faz bem, que o valor ‘tá na simplicidade
Cama, orgia, orgia, cama, cagar pra fama
Quero essa vida pra eternidade
Acende aquela, nego, porra, pega a vibe
Elas tão mais de um mês morando no meu Audi
No meu banco caramelo, amor, deita à vontade
Faça amor, não faça guerra, essa é a mensagem
Positividade e fé pra isso
Pela felicidade
‘Cê sabe bem que altos e baixos fazem parte
A vida é bela, mas só pra quem tem coragem
Hoje eu ‘to ligado que se existe o paraíso
Elas são a passagem
Boemia é nossa válvula de escape
Viver bem é minha definição de hype, uoh

E seja pra mim só (pra mim)
Seja pra mim só, yeah (oh, fé)
Eu sei que você é só sua
Assim como eu sou só meu
Não temos donos, nós somos donos da porra toda
Sejamos nossos, você e eu
Casal mais foda de Konoha, trouxemos paz
Pra essas guerras cotidianas trouxemos voz
Sem máscara, sem mais, só mais pra nós
Sei lá, sou mais só nós, só nos lençóis
A vida não é fácil que nem viver
‘Cê sabe, é só medo de te perder
Queria te dar o mundo, mas meu mundo é você
Quando eu me torno nós parece um superpoder

Linda, seque as lágrimas que hoje a gente brinda
Tentaram nos foder, só que nós fode mais ainda
Conheço tuas curvas na palma da mão
E o seu corpo na ponta da língua
Me tem na sua palma e você sabe bem
Te tenho no coração, favor não partir
Seja pra mim só
Só, só pra mim

Hmm meu quarto ainda tem o seu cheiro de amor e sacanagem
Oh governador, o senhor abaixa o preço da passagem
Que pra casa da cheirosa é mó viagem
Na moral, sacanagem
Então deixa eu provar sua boca, mexa
Só love, só love
Flow Claudinho e Buchecha
Metamorfose ambulante ali do ambulante
No melhor estilo Raul Seixas
Atravessando o rio sem ter nem passagem
Sozinho e cheio de fome, ouvindo Sabotage
Os bucha detesta, Xamã não presta
Eu quero ver melhor, e quero novidade
A sereia mais doida do mar
Sentada na pedra
Expulsa de casa porque não cumpria a regra
Viu a lua te falar
Que o amor bem dado não se nega
Era melô do camelô em Copacabana (Copacabana)
Que namorava uma bandida de Ipanema (de Ipanema)
Não tinha grana pra comprar roupa bacana
Te disse “meu amor, te trouxe esse poema”

Eu te trouxe flores, eu te trouxe Brahma, eu te trouxe Skol
Ela gostou do Xamã
Falou que era segredo e me guardou dentro do seu sutiã
Eu quero ver seu corpo, bebê
Te encontro às nove
Você vai me ver na TV fazendo uns corre
Eu ‘to gravando o meu DVD
Xamã ‘tá no TVZ
Se for loucura nova a gente se resolve
Fé pra isso
Vai no love pra não ter que usar o resolve
Eu não sei qual o seu DDD
Fala bem que eu sigo você
Se for pra separar depois, nós se devolve
Se dissolve
Como se não fosse nada (nada)
Explicando quase tudo
Seja pra mim só o seu amor malvadin’ hmmm

Full Lyrics

In the urban tapestry of Brazilian music, the rhythm and verve of hip-hop fuse with samba’s soulful cadences to birth a unique sonnet core. ‘Poesia Acústica #6: Era uma Vez’, a mellifluous anthem by Pineapple StormTV, is no exception. Brimming with gritty realism and a tapestry of tales, it plumbs the depths of romantic escapades against the backdrop of Rio’s vibrant favelas.

The piece is a lyrical labyrinth that invites listeners into the world of intimate encounters and the pulsating heartbeat of the city’s nightlife. All the while, it confronts the existential paradox of lives hedged between momentary pleasure and the pursuit of deeper meaning. Let us traverse the landscape of ‘Era uma Vez’, dissecting its multi-layered narrative, plumbing the pearls of its wisdom, and savoring the richness of its musicality.

Decoding Urban Love: An Ode to Rio’s Favela Romance

The opening verses of ‘Era uma Vez’ paint an effervescent picture of a weekend fling set in the heart of Rio’s baile funk. The protagonist and his lover come alive in a milieu where dance, desire, and the diurnal meld. There is a de-glamorization of romance, a stripping down to its raw essence where fancy desserts are replaced by ‘pão com mortadela’, and love is uncloaked, devoid of societal trappings.

It’s not just a love story, but a narrative about class and comfort zones. The lover ‘from the pista to the favela’ symbolizes a crossing of borders, a testament to love’s power to erase economic divides. The verses tumble forth as an allegory for the universality of human connection, wrapped in the beat of a restless city.

A Symphony of Sin and Splendor: The Dichotomous Delights

One cannot help but be ensnared by the jarring juxtaposition in ‘Era uma Vez’, a song that basks in dichotomies: the divine and the profane, simplicity and luxury, commitment and hedonism. The lyrics are an exploration of such contrasts, as the rappers luxuriate in the euphoria of fleshly pleasures—yet no verse is devoid of an undercurrent of longing for something more enduring than ephemeral delights.

This oscillation offers a panoramic view of human desires. From the brazen sexuality to the longing for ‘a culpa é sua, eu nunca pensar em ir embora’ (it’s your fault, I never think of leaving), it spans the spectrum of what it means to chase both immediate satisfaction and the forever after. Indeed, the artistry lies in the lyrical labyrinth that refuses to let listeners settle into comfort, constantly questing for more.

Bohemian Rhapsodies: The Song’s Hidden Escapism

Amidst the revelry and sensuality that knit the verses of ‘Era uma Vez’, there exists an elusive thread of escapism. The rappers’ verses often veer off to dreams ‘pra nós viajar pra Califórnia’ (for us to travel to California), indulging in life’s fineries, and basking in hedonistic delights. It is not just physical escape; it is mental liberation from the shackles of mundane life.

Such an escapist vein resonates with anyone who has found solace in the utopian recesses of their minds, where the woes of the world are drowned out by the symphony of bohemian dreams. This is where the title ‘Poesia Acústica’—acoustic poetry—comes full circle, weaving the listener into a cocoon of rich yet raw narratives, a place where imagination reigns supreme.

Verses That Virally Vibrate: Memorable Lines That Echo Through Time

There are moments in ‘Era uma Vez’ that arrest the senses, lines that carry the weight of an ocean yet float like a butterfly. One such verse—’a vida é bela, mas só pra quem tem coragem’ (life is beautiful, but only for those who have courage)—encapsulates the spirit of the song. As listeners, we are called upon to shed the inertia and dare to embrace life’s tumultuous beauty.

Another memorable hook, ‘Seja pra mim só’ (Be just for me), twines around the central theme of exclusive love in an inclusive world. These snippets capture not only the essence of the song but also encapsulate a universally relatable sentiment, etching themselves into the audience’s consciousness, urging them to dance, to reflect, to live.

Ballad of the Brazilian Zeitgeist: ‘Era uma Vez’ as a Cultural Mirror

Beyond the powerful beat and seductive verses, ‘Era uma Vez’ stands as a cultural artifact of today’s Brazil—a country rife with contrast and controversies, striving for beauty amid chaos. Pineapple StormTV captures this struggle, the quintessential search for meaning, through its poetic interrogation of love, society, and existence.

As much as the song is a depiction of individual stories, it is also a collective portrait of a generation seeking to define itself outside the conventional realms of expression. It holds up a mirror to the zeitgeist, reflecting pangs of youth, zeal of life, and the existential dance on the tightrope of intricate realities.

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